A matemática costuma ser uma disciplina desafiadora para vários alunos. É comum que ela não figure entre os temas favoritos dos estudantes. No entanto, para algumas pessoas o medo dessa matéria é mais do que simples rejeição.

Aritmofobia é o nome dado para quem possui medo irracional de números ou temas ligados à aritmética. Ela não é muito conhecida, mas atinge diversas crianças e adolescentes em idade escolar.

Nessa publicação, vamos trazer mais informações sobre essa fobia, suas características, como notar se a criança possui essa condição e dicas sobre tratamentos. Assim, você vai ter insumos para compreender melhor se o seu filho apenas não gosta de matemática ou se precisa de apoio profissional para superar essa dificuldade.

O que é a aritmofobia?

Fobias são distúrbios psicopatológico que se caracterizam como medo irracional de algum objeto, animal, situação ou tema. Elas fazem com que a pessoa experimente sensações de desconforto, ansiedade, angústia e até mesmo pavor extremo ao se depararem com o elemento que lhes causa incômodo.  

A aritmofobia se manifesta como um medo irracional frente qualquer assunto que envolva a aritmética. Especialistas a definem como um sentimento de medo injustificado e persistente de números. Por isso, quem possui esse distúrbio costuma ficar bastante estressado emocionalmente quando precisa calcular alguma coisa.  

Ao enfrentar situações que são corriqueiras para a maioria de nós como fazer cálculos simples, o cérebro da pessoa com essa fobia desperta nela medo, dor e desagrado.  

Quais as causas e os sintomas da aritmofobia?

Para crianças em idade escolar conviver com esses sentimentos costuma dificultar a aprendizagem. O aluno não consegue prestar atenção na aula, afinal fica nervoso durante o horário da classe. O que pode prejudicar as suas notas caso a aritmofobia não seja identificada e tratada com ajuda especializada.

Causas da aritmofobia:

Fatores variados podem desencadear esse distúrbio. Ele aparece usualmente logo nos primeiros anos da vida escolar.  

Normalmente, o estudante desenvolve a fobia por ser exposto constantemente a ideia de que a matemática é a vilã da vida escolar. Ao reiteradamente ouvir que essa matéria é muito difícil, que ele vai precisar estudar até a exaustão para não reprovar, que ninguém consegue ter um bom resultado, entre outras falas que colocam a disciplina como obstáculo intransponível, o aluno passa a temer o assunto.

Outra causa pode ser a frágil capacidade socioemocional de lidar com falhas. Assim, ao receber uma nota baixa ou errar na atividade, por exemplo, a criança sente que falhou. Quando ela não consegue lidar com esse sentimento acaba temendo a matéria, pois acredita que irá cometer erros sempre.

É importante salientar que o estudante não possui controle sobre o medo que desenvolve. Não é uma atitude racional.

Sintomas da aritmofobia:

Cada criança pode expressar sua fobia de determinada forma, dessa forma é importante ficar sempre atento. Contudo, as manifestações que mais aparecem são:

-falta de concentração nas aulas de matemática;

- ansiedade extrema e até mesmo ataques de pânico, principalmente perto de avaliações;

-reações físicas como taquicardia, sudorese, falta de ar, dor de cabeça;

-sentimento de angustia ao estudar cálculo;

Como identificar que seu filho tem essa fobia?

Como falamos no começo do artigo, muitos alunos possuem dificuldade em matemática. Não gostar da matéria ou apresentar dúvidas pontuais não deve ser confundido com ter fobia.

Para ser caracterizado como aritmofobia o medo precisa ser desproporcional e irracional, ou seja, os temores apresentados em relação aos números devem ser muito grandes em relação e injustificáveis a ponto de a própria pessoa não conseguir explicar de onde ele vem.

Notar que seu filho apresenta essas características é um forte indicativo de que ele pode ter esse distúrbio, mas lembre-se: o diagnóstico deve ser sempre dado por um profissional capacitado. Nesse caso, é imprescindível que a criança passe pela avaliação de um psicopedagogo ou de um psicólogo infantil.

Assim, em conjunto com o profissional, é possível traçar as melhores estratégias para vencer a fobia.

Métodos para superar

Existem diversas formas de tratar a aritmofobia. Como cada pessoa é única, o melhor tratamento varia. O psicólogo ou psicopedagogo irão te auxiliar a encontrar o que mais se adequa ao caso do seu filho.

Para de dar um direcionamento, listamos os métodos mais usados:

- Terapia: durante as sessões, o psicoterapeuta pode identificar de onde vem o medo, ensinar técnicas para lidar com a ansiedade e aos poucos ir dessensibilizando a criança até que ela consiga ter uma relação saudável com os números.

-Jogos educativos: ao aproximar o aprendizado da matemática de momentos de divertimento faz com que o aluno passe a atribuir sentimentos positivos a matéria.

-Aprender no próprio ritmo: o medo, muitas vezes, aparece porque o estudante pensa que não irá conseguir entender o conteúdo. Usar metodologias de ensino que permitam que ele dite a velocidade da aprendizagem auxilia a melhorar a experiência dele com os cálculos.

-Inserir elementos lúdicos no aprendizado: utilizar objetos lúdicos como origamis no ensino possibilitam que o estudante aprenda com mais leveza.

-Uso de recursos digitais: a tecnologia desperta o interesse das crianças e já faz parte do dia a dia delas. Aproximar ferramentas digitais da rotina escolar auxilia o aluno a perceber os conteúdos como parte da sua rotina.

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